10 nov, 2016

Furor patriótico

10 nov, 2016

Semper Viri, irmãos.

Desde com o anúncio das novidades, os 49 dias de contagem regressiva e o pronunciamento do nosso novo livro(link para saber mais) fez com que ficássemos sem textos novos por 1 mês. Bom, voltado a programação normal dos textos mensais, onde quero começar a fazer 3 textos mensais, estaremos tocando num assunto totalmente ligado a masculinidade como um todo. O Furor patriótico, ou “o chamado Patriótico”, por assim dizer.

A premissa do homem clássico no qual nossa organização se baseia em sua moral e código de conduta é, de forma cabal, um identitário que possuía inerentemente um apreço por sua terra e cultura. Ao ponto em que a filosofia e forma educacional dos pais, mestres e tutores trabalhavam justamente em cima disso, objetivando criar uma geração forte, disciplinada e nacionalista, que prezasse os seus deveres sociais como membro de um elo cultural, colocando-os acima de suas vontades individuais narcisísticas. Entretanto, é válido dizer que, a maioria admirava, pois se não, extinguiria. Cultura não se forma com coerção, e sim com voluntarismo e admiração por parte da população. Cultura não se força, se converte. A possibilidade de revoluções, está ligada no furor patriótico, quando assim for necessário, e quando assim for intrinsecamente ligado ao resgate cultural, seja combatendo a Tirania (exemplo mais comum) ou a necessidade de mudança da situação social do status quo que inspira uma revolução seja ideológica ou não. Temos a mentalidade de que sempre iremos para frente, provavelmente esquecendo e mudando/mudando alguns valores conformes as gerações e que o que ficou no passado ficará para sempre lá. Felizmente, nós, homens, buscamos nos arquétipos da sociedade e do Homem helênico, o caminho ideal para um futuro que esqueceu suas raízes em meio a um mundo corrompido pela o hedonismo e consumismo. Esse texto serve de síntese a uma série de Textos que quero traçar a respeito do dever do homem na sociedade.

Patriotismo é tradição

A concepção de patriotismo não se limita em geografia e linhas imaginárias. Ao passo em que soa até bobo quem afirmar isso, visto que apreço pela a pátria quando – antigamente a formalidade era outra – seja em cidades-estados e pequenas cidades, tivemos em centenas de anos, histórias e poesias sobre quão belo era seu povo, cultura, música e tradições. Buscávamos sem ao menos saber a transcendência do nosso povo em meio ao estímulo cultural que dávamos a ele em toda as circunstâncias que soavam benéficas e inócuas. Pátria não é a delimitação territorial, mas o conjunto do todo, a quintessência da cultura em seu estado geopolítico.

Servir a sua nação, honrar o seu país, a sua língua, conhecer a sua história, contribuir para que a sua nação prevaleça, deixar um legado, trazer prosperidade ao país, isso sim, deve estar enraizado, pois tais coisas são inócuas, e saudáveis, e consequentemente, vitais.

“A masculinidade é a barreira social que as sociedades precisam levantar contra a entropia, os inimigos humanos, as forças da natureza, do tempo, e todas as fraquezas humanas que colocam em perigo a vida em grupo.” – David. Gilmore.

A quintessência da masculinidade é o destemor, a prontidão para defender o próprio orgulho e o de sua família.” – Julian Pitt-Rivers

A quintessência da masculinidade é o destemor, a prontidão para defender o próprio orgulho e o de sua família.” – Julian Pitt-Rivers

Masculinidade é a derrota do narcisismo bobo, onde o mesmo transcende mantendo seu dever inerente de ser o protetor de seu povo e cultura. Movimentos globalistas são internacionalistas em sua essência, onde pregam exatamente o antipatriotismo como forma de enfraquecer o poder de retomada de um país. Seja simplesmente não se importado com ele(normal em sociedades individualistas) ou recusando publicamente a premissa patriótica nos taxando de xenofóbicos e afins. Nos tempos atuais, fomos sedados com um coquetel de prazeres hedonistas que nada engradecem nossa vida, muito pelo o contrário, sugam nossa energia e força de querer manter nossa chama cultural acesa. E isso afeta todos nós. Resta-nos o arrependimento de atitudes passada.

As recentes eleição americana deixou claro isso. Em meio uma crise de identidade americana, os americanos em sua mais importante eleição de décadas decidiu escolher um candidato que estava alinhado contra o globalismo e de teor nacionalista.

 Sem dúvidas, progresso é necessário, mas os progressistas não defendem o progresso, propriamente digo. Progressismo não é igual a palavra progresso. Poderíamos definir progressismo como o esquerdismo (devido a esse termo ser pouco esclarecedor a cerca da posição política da pessoa), ou seja, um termo forjado no iluminismo liberal, que nasceu no Próximo Oriente. No entanto, é um assunto complexo para dissertarmos sobre, mas, o progressivismo em última instância atenta contra o tradicionalismo. A maioria dos artistas modernos, querem quebrar as instituições tradicionais que construíram e sustentam o mundo, ou seja, querem quebrar aquilo que fundamenta a civilização. Não se trata de tabus dos quais são quebrados de forma natural de acordo com a evolução do povo.

O futuro do mundo é uma depressão massiva. Primeiro atacaram a organicidade do estado, atacaram a organicidade da alimentação, futuramente (estamos perto disso) atacarão a organicidade da reprodução, homens não precisando de mulheres e nem mulheres de homens para gerarem filhos (e ambos se orgulhando e esfregando um na cara do outro este fato), e o homem moderno vai percebendo que ele não possui NENHUM SENTIDO civilizatório. Não há nada que ele faz, que umas maquininhas e o “progresso” não façam. Seria a depressão uma espécie de Seleção Natural? O sujeito fica dissociado, possui a libido baixa, não passa seus genes pra frente e se mata. É algo a se levar em conta.

“A essência da injunção para proteger é a “necessidade de estabelecer e defender limites”. Um homem protege a linha entre todos os tipos de perigo e aqueles que ele ama, e sente o dever de proteger a fronteira entre o seu lar e o mundo externo, assim como a fronteira entre a sua cidade ou nação e seu inimigo. Ele desperta para a ação quando essa fronteira é cruzada. Até mesmo um homem que não se considere, particularmente, patriótico, ou que não dê muito crédito ao conceito de masculinidade, pode se ver na situação de ter que se armar no caso de invasores começarem a cruzar a fronteira de seu país.” – Brett Mckay.

Patriotismo é um valor de resgate cultural, de reciclagem política e social. Ao ponto em que progredimos tecnologicamente e socialmente, valores culturais tendem a degenerar-se ou são simplesmente esquecidos conforme as gerações e isso é um processo natural das civilizações. Não há o que temer nisso. O que acontece hoje com o ocidente aconteceu com a Roma, aconteceu com a Grécia, aconteceu na China antiga e por aí vai. E algo interessante ocorre quando a degeneração toma conta de um sociedade, o fator destemido de simplesmente não se importar mais com patriotismo e deveres morais cria inúmeras consequências como, por exemplo:

  • Fim da célula familiar (fim do casamento e exaltação da vida de solteiro)
  • Grande queda na taxa de natalidade
  • feminização dos homens
  • Enfraquecimento do país

A última etapa segue quando uma nação/povo/cultura mais forte conquista a mais fraca. Império Romano é um bom exemplo. Segue a cronologia do Império Romano na questão social, escrito pelo o Antropólogo David. Gilmore.

~ Século 5 AC: a civilização romana é um patriarcado forte, os pais são responsáveis pelas ações de sua esposa e filhos, e têm autoridade absoluta sobre a família (incluindo o poder da vida e morte)

~ 1 século AC: A civilização romana floresce na civilização a mais poderosa e a mais avançada no mundo. A riqueza material é surpreendente, os cidadãos (isto é: os não escravos) não precisam trabalhar. Eles têm água corrente, banhos e especiarias importação de milhares de quilômetros de distância. Os romanos desfrutam das artes e da filosofia; Eles conhecem e apreciam a democracia, o comércio, a ciência, os direitos humanos, os direitos dos animais, os direitos das crianças e as mulheres se tornam emancipadas. Divórcio sem culpa é promulgada, e rapidamente se torna popular até o final do século.

~ 1-2 século DC: A unidade da família é destruída. Os homens se recusam a se casar e o governo tenta reviver o casamento com um “imposto de solteiro“, sem sucesso. As crianças crescem sem pais, as mulheres romanas mostram pouco interesse em criar seus próprios filhos e frequentemente usam babás. A riqueza e o poder das mulheres crescem muito rapidamente, enquanto os homens se tornam cada vez mais desmotivados e se envolvem na prostituição e no vício. A prostituição e a homossexualidade se generalizam.

~ 3-4 século DC: Um colapso demográfico e moral ocorre, a população romana diminui devido à taxa de natalidade abaixo da substituição. Vício e corrupção maciça são galopante, enquanto a Religião Católica recém-nascida está ganhando poder (torna-se a religião do Império em 380 dC). Há extrema instabilidade econômica, política e militar: há 25 sucessivos imperadores em meio século (muitos acabam assassinados), o Império é ingovernável e à beira da guerra civil.

~ Século 5 DC: O Império é governado por uma elite de militares que usam o Imperador como um fantoche; Devido a dívidas maciças e problemas financeiros, o Império não pode dar ao luxo de contratar mercenários estrangeiros para se defenderem (os cidadãos romanos há muito tempo foram substituídos por mercenários no exército) e começa a “vender” partes do Império em troca de proteção. Eventualmente, os mercenários descobrem que o “Imperador não tem roupas“, e invadem e pilham o Império.

As semelhanças não são meras coincidências, mas sim partem de um pressuposto axiomático de preservação social de um povo. Que nossos instintos como homens sejam preservadas, evoluídas e transcendidas com o único objetivo de suprir e melhorar a condição da vida humana sem nos desprendermos daquilo que somos como seres vivos. Parte de dever meu, seu e de todo cidadão, ser alguém digno, merecedor de respeito e que compreenda os devaneios da humanidade em seu estado mais primitivo e evoluído. Que a beleza de nossa simplicidade seja aquilo que todo mundo quer: Uma vida tranquila, farta e familiar. 

Os neoconservadores cada vez mais se parece com uma versão do pior do vícios de virtude do esquerdismo, só que num fetichismo esteticista em que hora brincam de feira renascentista, hora de banqueiro de Wall Street. Não possuem pautas conservadoras, apenas uma repetição de slogans pseudo-filosóficos e pseudo-políticos de um sonho de salvar a civilização ocidental, enquanto praticam justamente a verve utilitária que a vem destruindo.

 Um herói é aquele que faz um ato extraordinário e generoso de coragem que poderá resultar no sacrifício consciente de si mesmo para proteger os outros

 

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6 Comments:

  • Márcio Prato dezembro 29, 2016

    muito bom o texto, penso que podemos fazer a diferença e salvar o nosso “império” da degradação!! da invasão!!!

  • Pedro Henrique Ferreira de Carvalho novembro 13, 2016

    Perfeito!Parabéns,Geon. Cada dia mais nos surpreendendo. Como já disse antes:”Aqui não se vê aqueles textões de moleques de fraldas!”

  • nilton novembro 11, 2016

    texto perfeito.

  • Maurício De Sousa novembro 10, 2016

    ótimo texto ! isso diz muito sobre a tradição e cultura perdida através do tempo. A sociedade não está seguindo a ordem natural e cada vez mais perde seus valores.

  • Matheus Nascimento novembro 10, 2016

    Geon, pelo que entendi isso pode ser considerado um ciclo, citando imperios que dominaram e depois cairam, pode se dizer que estamos vivendo o final desse ciclo e automaticamente o inicio de outro?

  • Humberto Baltar novembro 10, 2016

    Perfeito!

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