26 jul, 2016

Tradição Paternal

26 jul, 2016

Semper Viri, senhores

Provavelmente, em meio há anos de trabalho intensivo em nossa organização, posso te visto e presenciado momentos interessantes entre nós, membros. Interessante notar e ressaltar que nossos membros, principalmente os novatos, no qual chamamos de neófitos, nos procuram por motivos que não se correlacionam. Vejo desesperados por mulheres, desesperados por problemas familiares e desesperados por desilusões na área profissional ou simplesmente desiludidos pela a vida angustiante diante da sociedade moderna. Em tempos contemporâneos, de fato, temos uma pressão maior nos adolescentes, misturado com a falta de educação masculina adequada que compreende a importância de aguentar os socos e solavancos da vida e como permanecer de pé.

Se você chorasse por palavras antigamente, ririam de você. “Que tipo de homem chora apenas por palavras?” Entendemos que, obviamente, todas as pessoas não são iguais e reagem de forma diferente todas ações cometidas contra elas, mas o que devemos aprender com algo que atualmente seria negativo caçoar daqueles que choram por palavras. O homem e a virilidade são palavras contínuas e que seguem juntas, pelo menos, deveriam seguir juntas como uma linha tênue. A masculinidade, virilidade, virtude e honra são palavras que caminharam juntos por toda a história da humanidade, de tal modo que o poder feminino social, como a educação da nova geração, a organização de setores da sociedade, companheirismo, família e delicadeza são/eram associações femininas. Mas o que representava isso a pessoas clássicas? Era um valor comumente ensinado a crianças? A resposta é complexa: Não necessariamente.

Você não veria um pai dizer literalmente para o filho: “Seja viril filho, tem que ser homem, tem que fazer pose de homem assim.” Você poderia até ver isso nas últimas gerações que já estavam em seus últimos suspiros de tradicionalismo, e o pai que educava o filho já não tinha mais recebido a educação tradicional e o que restava eram apenas os preceitos antigos que estavam ainda intactos. O que acontecia e acontece raramente atualmente seria o pai ensinar uma filosofia de vida para seu filho e todo o resto surgiria automaticamente. Orientando-o em seus deveres morais e obrigações em casa e na sociedade, a questão da virilidade, mesmo sendo uma palavra tão antiga, não era empregada para determinar assuntos que debatemos aqui atualmente. Tudo isso são assuntos modernos. Como um caro amigo meu que afirmou que o Tradicionalismo como vertente ideológica é ironicamente tão moderna quanto o modernismo. Surgiu da necessidade. Virilidade vem de virtude, “virtus”, como já expressei anteriormente. Mas qual é a correlação em ter uma vida de virtudes, com masculinidade e virilidade?

Para responder essa perguntar, vou supor a seguinte situação, uma mulher em risco de vida escolheria um homem frágil e sensível para salvar sua vida ou um homem forte, “viril” e bruto? Não preciso dizer qual pessoa ela escolheria. E como já expressei anteriormente, entendo que as pessoas de hoje não possuem mais essa necessidade ou o risco e medo como as pessoas clássicas tinham, e é justamente por isso que as pessoas estão cegas e presas nessa mentalidade corrosiva. Ponto. Por isso que volto a tocar mais uma vez na tecla em que devemos objetivarmos o crescimento contínuo como pessoas únicas. Nutridos de um dever, dever ser homem. Ser saudável, praticar esportes e assim poder proteger aqueles precisam ser protegidos e tais condições são inócuas, não fazem mal, apenas enaltecem. E aqueles que até possuem um resquício dessa visão, é ofuscada com toda a sociedade ditando o contrário. Na ala feminina, você percebe que existe essa mentalidade ainda presente. Alguns resquícios de mulheres desesperadas procurando por maridos. Por mais que seja lúdico isso, e de certa forma, até errado esse desespero, elas estão confusas entre o tradicionalismo do matrimônio e a vida da mulher emancipada. Mesmo que não seja por risco de vida, mas qualquer desesperado é proveniente de algum receio ou medo. Então, o medo de estar sozinha é um fator, tão claro como a água. Quando conseguimos enxergar a verdade tudo faz sentido. Todas essas coisas são ligadas, pois partia-se de um axioma social. Um estilo de vida humana, como por exemplo, animais que possuem seus instintos de sobrevivência inerentes, ou melhor, herdados pelo a aprendizado de seus progenitores na infância. Mas lembre-se isso é uma questão simplista e resumida. O padrão na antropologia por comparação é correto, mas entenda que cada cultura tem suas peculiaridades.

O homem era ensinado a lutar, e fazia da vida dele uma luta eterna. A completa disposição para fazer os trabalhos braçais, ou satisfazer as vontades da mulher que provia o alimento não deixava espaço para fraquezas. Todo ser fraco, que não correspondesse ao estilo de vida local, acabavam perecendo, vivendo de forma solitária e nunca arrumando esposas. Seu nome não daria continuidade, seu sangue morreria naquela geração, as histórias de sua vida seriam apagadas pelo o tempo, pais e avós morreriam ou morreram apenas por aquele momento e não pela a eternidade. O legado não se concretizaria e o fardo existencial toma conta dessa parte social.

A entidade paternal é essencial para a formação do homem. Estudo recentes afirma que a ausência do “pai” pode ser pior do que a ausência da mãe.(link da reportagem)

“… o novo estudo sugere que a figura paterna na infância pode ser mais importante para a criança do que a materna! Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai. Para os pesquisadores, uma explicação pertinente é que o papel masculino ainda é supervalorizado e pode vir  acompanhado de mais prestígio e poder. Por causa disso, pode ser que uma rejeição por parte do pai tenha um impacto maior na vida da criança.”

12510254_1668024536797310_7321725292503133334_n

Núcleo familiar sempre retratado na arte.

Aristóteles afirma que a educação da sociedade ideal deve ser focada na busca da “virtude” e com ela, disciplinar o povo em forma de obediência. Que os jovens devem obedecer os seus superiores (pai, mestres…) para um dia governarem quando adultos.

Quando todas as peças de uma engrenagem assumem sua função com convicção isso dá uma sensação geral de tranquilidade, confiança e ordem que permite aos homens realizar as façanhas mais perigosas e heroicas com a maior serenidade e naturalidade. Se era ordenado algo injusto, era por um bem maior, e em todo caso não se fazia perguntas jamais. Se obedecia por amor à obediência mesma, como um estilo de vida em puro aprendizado. Obedecer uma ordem era obedecer a si mesmo e a família, porquê o Pai era uma encarnação da vontade dessa família. Esse é o tipo de sentimento e o tipo de Pai que se deve ressuscitar.

Que honremos todos os pais que foram símbolos de luta, educação e sacrifício. Que possamos apreciar a vida em sua simplicidade. Que honremos nossos ancestrais e os ancestrais deles que foram pais e ajudaram e contribuíram a educar e transformar esse mundo como conhecemos na história. Sabemos que estamos em tempos difíceis e de ausência familiar, mas temos ainda o conhecimento a ser difundido e a vontade eterna de fazer o certo, pois é o certo a se fazer. Arrependimentos podem marcar nosso passado, mas nunca é tarde para mudar e ser alguém de valor para sua família e povo.

figura1589

«
»

8 Comments:

  • Otávio Rodrigues setembro 01, 2016

    Ótimo texto, queria sugerir um texto sobre aquela indagação, dê a ela o que ela precisa e não o que ela quer.

  • Kaka agosto 30, 2016

    Boa noite , eu estou em uma situação muito complicada , eu conheci uma mulher , quando eu vi essa mulher fiquei absolutamente maluco por ela , nos saímos conversamos e tal .. No dia seguinte nós transamos , ficamos direto quase 2 meses , ela me tratava super bem , em um certo dia na balada ela foi comigo , fomos como amigos , e do nada vejo ela abraçada com um cara , quando vi aquilo fiquei magoado , tudo bem q não tinha nada serio com ela , mas fiquei , mas de passou , depois ela começou a ficar direto com ele , quase namorando , ai ela descobriu que estava gravida , fez a ultra e pelo tempo bate certinho q é meu , eles pararam de ficar… Depois de duas semanas qe eles não estavam juntos tive relação com ela , parecia tudo perfeito , q a gente era um casal e tudo , do nada ela para de falar comigo e no outro dia volta pra ele , a gente conversa no whats e ela falava pra mim q gostava dele , e que gosta de mim só que não me vê igual vê ele , pois bem . deixei ela de lado , n a procurei mais , só procuro pra saber da criança , é meu sonho ser pai , eu gosto dela , mais eu estou numa sinuca de bico , a mae do meu filho está namorando com outro , minha familia n conhece ela , como eu apresento a mae do meu filho para minha familia sendo q ela tem namorado ? Meu sonho de acompanhar a gravidez toda , de dar apoio nas horas ruins , de ajudar ela em tudo , como farei isso ? Eu não estou sabendo lidar com essa situação, e ela me ignora , temos contato mais ela n me procura, eu q vou atrás pra pergunta se esta bem , se precisa de algo. Esta muito difícil.

  • Carlos Jr. agosto 03, 2016

    texto*

  • Carlos Jr. agosto 03, 2016

    Excelente texo !

  • Luis Venancio julho 31, 2016

    excelente texto
    gostaria de dizer que tenho 21 anos, e me orgulho de não ser igual aos demais jóvens. Agradeço a Deus pelo pai que tive, pela minha infancia não ter sido atrás de uma televisão ou celular. Hoje sou militar, embora novo já tenho uma vida formada, prezo por valores e pela virilidade que foram ensinados desde o berço. E pode ter certeza, ainda há esperança na juventude, pq não existem apenas esses viadinhos, e sim HOMENS de verdade. AD SUMUS

  • Luís Araújo julho 27, 2016

    Excelente texto, Geon. Inclusive, algumas linhas psicoterapêuticas baseiam seus resultados justamente nesse “buraco” deixado pelo pai. Parabèns, sucesso. Semper Viri.

  • Professor Messias Mota julho 27, 2016

    Parabéns, Ótimo texto

  • ANDERSON SANTOS julho 26, 2016

    Muito bom!

Leave a comment:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *