12 out, 2017

Prazeres momentâneos

12 out, 2017

Semper Viri, irmãos

Recebo indagações dos mais variados tipos quando estamos confrontando o desconhecido em nossas vidas. De praxe, costumamos levar nossas vidas da forma mais fácil e sem complicações possível, e não existe desonra nisso, muito pelo o contrário, as pessoas só querem viver suas vida em harmonia e paz. Os anseios que levam ao homem a mudar seu status quo podem ser por necessidade voluntária ou involuntária, esta última, quando precisamos abandonar um estilo de vida e começar algo completamente novo de forma “forçada”.

Lembro-me como ontem, o dia em que larguei e comecei esse projeto. As tais investidas que precisei dar para conseguir percorrer esse caminho de luta e perseverança com vocês, meus irmãos, em busca de um objetivo em comum.

Aos irmãos feridos pela a finita batalha da vida, volta e meia, lutas deixam sequelas, e as consequências podem minar o espírito de um homem, o ceticismo e o pessimismo dominam a mente. Pouco precisa-se do homem como no passado, as chamadas ações do passado foram esquecidas, visto que hoje com a independência das mesmas, desmereceu todo um legado cultural do que tínhamos e que continuaremos tendo com o passar das gerações. Mas não fiquemos triste a espera do final, não perquemos as esperanças para buscarmos a alegria nas pequenas ações do homem em uma sociedade rica e cheio de farturas como a nossa.

Sim, claro, estamos em uma condição que favorece a liberdade, nunca negamos isso. A liberdade que reside em nós, abriram inúmeras portas de autoconhecimento e liberdade de ser o que quiser, mas engana-se que isso sempre será benéfico, assim como quando tiramos um animal de seu habitat, um homem livre pode não saber o que precisa ser feito, acabando no final, fazendo apenas aquilo que lhe agrada pelo o prazer puro e não o que realmente precisa. Obviamente não delegamos contra a liberdade, mas contra a ideia da ausência de deveres, dos costumes e necessidades que uma mente saudável precisa para manter-se em completa harmonia e virtude. A contemplação do belo é tão importante quanto beber um copo d’água. O prazer ludibria o homem e não é geradora de felicidade, nunca foi, e não será com ela que encontrará a felicidade duradoura como já diziam os estoicos.

Um vida de prazeres de fato é prazerosa, mas só uma vida de prazeres fará você feliz? A busca interrupta por esse prazer momentâneo é o suficiente para você? Estais cansado em procurar a felicidade nas coisas que todos dizem ser bom para você? Então já sente a fadiga que o prazer gera, já sente que ela não é tão recompensadora como antes.

Por Geon Tavares

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  • Roger Costa

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