17 ago, 2016

Sexo fácil e as mulheres

Não, não falarei sobre como fazer sexo fácil. Vocês podem facilmente fazer isso hoje em dia.

Em tempos modernos o sexo não possui o mesmo significado de antes, e obviamente, o sexo se tornou para os jovens uma válvula de escape para os conformismos diários em meio ao idealismo juvenil sedento por sexo como mais um dos prazeres de uma vida hedonista. Os jovens desta geração, podem, particularmente, usufruir facilmente do sexo fácil e sem compromisso. Isso é um ponto interessante a se analisar, pois se pararmos para observar toda esta situação podemos identificar uma série de causas e respostas ligados a esse comportamento. De uma forma resumida poderia citar que a atual mentalidade dos jovens e jovens adultos de hoje contribuem em:

  • Ironicamente para a geração que menos faz sexo desde 1800
  • Repudio do ideal do casamento
  • Queda na taxa de natalidade
  • Instabilidade nos casamentos atuais e grandes taxas de divórcio

Como estas coisas poderiam estar ligadas apenas pela a questão do sexo e as mulheres?

Bom, é simples quando paramos para pensar e refletir. O sexo antigamente não era necessariamente um tabu. Em estudos recentes foi comprovado que o sexo era mais praticado antigamente do que atualmente proporcionalmente falando, mesmo sendo hoje uma era de depravações e exaltação da vida hedonista. Mas como isso é possível? O motivo para isso é bem claro e até lógico. Os relacionamentos duradouros, casamentos e namoros tendem a fazerem mais sexo do que aqueles que são solteiros e prezam pela a liberdade do sexo livre. Casais fazem mais sexo por semana do que solteiros e isso é óbvio e fácil de presumir. É complicado fazer sexo com 3 pessoas desconhecidas por semana, enquanto é completamente normal casais fazerem sexo mais de 3 vezes por semana. A tão exaltada vida de solteiro e liberdade podem contribuir para uma falsa sensação de satisfação da necessidade sexual do homem que antes poderia ser suprida no começo, mas depois de um tempo não. Antigamente o homem era levado a se resguardar e esperar pela a mulher ideal e apenas desfrutar deste prazer após o casamento. Óbvio que ninguém era perfeito e nem todos realmente esperavam por isso, e era até comum os casos de relacionamentos escondidos, mas a questão da moral em condenar tais atos não faria disso uma política geral de um povo como um modismo. Podemos afirmar que a sociedade regularizava o sexo por assim dizer.  O sexo sempre foi algo superestimado pela as pessoas, pois era algo difícil e um ápice na vida de alguém, principalmente nas mulheres, diferente de hoje que é algo banal e comum, mesmo que você tivesse um relacionamento escondido como anteriormente dito, seria praticamente impossível ter o mesmo rendimento de um solteiro de hoje. A mentalidade das mulheres cooperava para essa dificuldade, pois se resguardavam bem mais do que atualmente, visto o feminismo atual que, por exemplo, clama pela a sexualidade livre e a falta de compromisso matrimonial.

Na visão feminina o sexo era intrinsecamente ligado ao casamento, e virgindade era a chave para isso. Então elas funcionavam como a remediadora do sexo, elas consideravam a virgindade um alto valor a ser conquistado e não um mero divertimento casual. Então, podemos afirmar que a mulher é quem determinava o valor sexual, e o valor era alto. O valor consistia em casamento, filhos e toda uma vida. As mulheres almejavam um marido para quem se dedicar, para ser provida de segurança, fartura e bons filhos. Aqueles que almejavam a vida sexual livre antigamente eram criticados e repudiados pela a sociedade. A sodomia sempre foi bem criticada pela a moralidade da época. Então temos o homem, um ser provido de muitos hormônios e vontades maçantes que sonha e acorda pensando em finalmente perder a virgindade e fazer sexo para suprir seus desejos carnais e a mulher que quer casar para suprir suas vontades e desejos parecidos. Tudo parece soar mais lógico e se encaixar.  Tente compreender a complexidade agora, observe a mentalidade do homem de antigamente com a da atualidade. O homem de antes, que esperaria mais pelo o sexo, que almejaria o casamento como um contribuinte para o sexo, junto com o ideal de formar uma família, simplesmente romantizava todo este rito e a sociedade fazia o mesmo.  E essa espera crucial para o ato sexual criava uma sensação de ser o único, de ser especial por assim dizer. Então quando finalmente se casava e consagrava sua primeira experiência sexual, ele se satisfazia e a sensação de tranquilidade tomava conta da vida dele e até da esposa também. Ele era casado agora, ele tinha uma mulher, ele amaria essa mulher, ele vai ter filhos com essa mulher, poderia fazer isso para sempre e faziam.  Repare como tudo isso parece contribuir para um casamento longo e estável. O almejo do sexo eterno com várias mulheres não aparecia com tanta frequência como é hoje. E o divórcio era mal visto, como uma desonra eterna que carregaria durante as gerações. Atualmente, pode até ser visto como algo triste, chato e que traz mágoas, mas é normal e isso destruiu o casamento.  O Sexo bem consentido no casamento é ilimitado por assim de dizer, e não é à toa que antigamente era normal ter mais de 6 filhos por casal, o sexo era comum e recorrente nos casais. As pessoas faziam mais sexo, pois sentiam prazer nisso e tinham a tranquilidade de estarem casadas.  Um acompanhava o outro para sempre como uma grande jornada, respeitando seus deveres, suas obrigações, suas funções na sociedade e isso contribuiu para casamentos de antigamente serem mais duradouros, férteis e estáveis do que os de hoje onde a média de casamento passou para apenas 3 anos e a taxa de natalidade a 0,3 filhos por casal. Seria um número risível se não fosse trágico.

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Pode até parecer engraçado eu estar comentando tudo isso para os senhores, e vocês acharem que estou sendo um tremendo hipócrita por estar defendendo uma vida mais resguardada se antes, como vocês sabem, vivi uma juventude cheia de sexos casuais e aventuras nesta área. Mas posso afirmar para os senhores, com toda a sinceridade que resta em mim, que de certa forma é um arrependimento que carrego em minhas costas todas essas experiências sexuais. Por muito tempo poderia até ter me orgulhado de meus feitos, como realmente fiz diante dos senhores e publicamente, mas hoje eu carrego essa experiência como apenas algo chato, que pode se transformar em uma vergonha. Afirmo, hoje, sem pestanejar, que gostaria de poder voltar atrás e não ter banalizado o sexo na minha vida, pois há muito tempo seu significado sumiu para mim, e acreditem, isso é corrosivo em nossas mentes que começam apenas a focar nisso, e viver para isso. O bom, correto e o justo podem acabar se tornando um segundo planjo, descendo na hierarquia de prioridades. Colocará como objetivo de vida as mulheres e o sexo, quando tudo isso deveria ser a consequência de seus atos. E aprendi que tudo quando é feito de forma banalizada, sem prudência ou pudor se tornará enjoativo e sem valor.  Existem coisas mais profundas e com mais significado do que apenas fazer sexo. Existem outras formas de alcançar a felicidade absoluta e a harmonia.

Sexo é bom, é prazeroso, mas quando banalizado não proverá a mesma sensação eternamente. Você só terá a reciclagem desse desejo quando encontrar alguém a altura para que ela recicle tal vontade em você e você nela, mesmo não estando livres da chance de tudo esfriar, mas não se acanhe, a vida é assim, isso faz parte de todo um processo na vida de um homem e é natural, mas tudo isso será a consequência da uma família formada que será o resultado de todo um relacionamento longo e estável. Um legado que pode ser forjado para perpetuar sua beleza, suas obras, suas ações, sua família. Amanhã, talvez, você possa ser lembrado não como um canalha ou cafajeste, mas sim como um homem honrado e honesto que pregou o bem enquanto o mundo mergulhava na degeneração.

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9 Comments:

  • Mateus Antônio dezembro 28, 2016

    Começei no clube dos homens pouco tempo mais to aprendendo muito

  • Maicon Machado dezembro 13, 2016

    Ótimo texto! Sempre Viri

  • Ryuunosuke Kou setembro 08, 2016

    Alguém para me ajudar? Quero fazer uma pergunta.
    Estou namorando, e nesses tempos, minha namorada chegou comigo e desabafou:
    Eu perdi minha virgindade com meu ex, sei que isso deve lhe incomodar, mas por favor, fique ao meu lado!
    Eu irei ficar, com certeza, porque a amo, mas ela está machucada com isso, pois ela acreditava estar apaixonada pelo ex, e que seria o homem da vida dela, por isso ela fez o que fez.
    Não sei o que fazer, quero que ela se sinta bem ao meu lado, imagina estarmos casados, e chega aquele momento de fazermos sexo, ai ela fica lembrando daquele caso, o que posso fazer por ela? e o que posso fazer por mim?

  • Henrique agosto 25, 2016

    Uma grande realidade para nós homens! Parabéns pelo texto, Geon, Sempre Viri!

  • Vinicius Leite agosto 24, 2016

    Caramba Geon sempre é uma grande satisfação ler seus textos. Acho bacana você admitir que realmente é um homem que se arrepende de ter tido tanta experiência, afinal de contas, pregamos tanto que merecemos uma mulher honrada e ao mesmo tempo vamos na contramão disso com essa vontade desvairada de querer dormir com todas.
    Realmente eu já havia me questionado por exemplo como uma prostituta consegue desvencilhar o amor e o sexo na vida dela de verdade, afinal ele vive tantas mentiras e tantas banalidades ao comercializar uma coisa que para muitos é sagrada que não sei a que ponto ela de fato quando se olha no espelho sabe o que o sexo de verdade e sem máscaras.
    Desde já agradeço a sua contribuição a minha vida.
    Forte abraço

  • Kelly Gurgel agosto 19, 2016

    Nossa!!

  • Gilvan de Castro (@GilvanCRVG12) agosto 18, 2016

    Lendo… vou refletir sobre o texto. Obrigado Geon!

  • Daniel - Chave-Mestra agosto 18, 2016

    Ótimo texto, mas fazer o quê né?
    Se nós não comermos essa mulherada sem vergonha… outro come… nesse mundo, em alguns casos, é melhor dançar conforme a música.
    Mas, sinceramente, adorei o texto, me esclareceu bastante e trouxe uma enorme gama de informações úteis!

  • João Vale agosto 18, 2016

    Acho que também se deve levar em consideração (se me permite) o fato do casamento mais precoce de antigamente e a vida corrida e atarefada de hoje em dia, que fez com que o casamento fosse algo tardio. A espera é algo que tem sido destruído no mundo pós-moderno, há uma perda de paciência para com o outro e tbm com a espera pelo casamento (antes alcançado mais cedo). Gostei do texto.

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